sexta-feira, 17 de abril de 2009

Demissão nem sempre é sinal de incompetência



Muitas vezes, uma reestruturação pode fazer você sobrar


Sabe aquela história de mudar paradigmas, de rever conceitos? Pois é, com a demissão é a mesma coisa. Sim, porque hoje em dia é preciso considerar também que demissão nem sempre tem a ver com incompetência. "Muitas vezes, é uma questão de reestruturação e o corte não está necessariamente relacionado com a performance do profissional", diz Alcino Therezo Júnior, diretor de Desenvolvimento Organizacional América Latina da EDS, multinacional americana de TI. Uma fusão, o fechamento de uma unidade e -- pronto!! - alguém pode ficar sobrando.
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Alcino comenta que existem basicamente duas maneiras de uma empresa crescer: aumento do volume dos negócios, por causa do lançamento de novos produtos e serviços, ou por fusões e aquisições. No primeiro caso, em que o crescimento é orgânico, pode-se dizer que as chances de alguém manter seu emprego - se não fizer nenhuma bobagem, claro --são maiores. Afinal, estão sendo criadas novas vagas. Agora, em empresas que passaram por uma fusão, por exemplo, o risco de alguém ficar fora do jogo é sempre maior.
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Em tese, qualquer organização pode passar por isso, mas a situação é relativamente comum em bancos, consultorias, empresas de tecnologia e da indústria farmacêutica."Quando há espelhamento de cargos, a escolha de quem vai ficar costuma se basear em quem conhece mais a cultura corporativa e transita melhor entre os outros executivos", diz Cristina Almeida, diretora da Neo Consulting, consultoria paulistana especializada em recrutamento de executivos e coaching. E ser eliminado num processo desses não queima o filme de ninguém. "Um headhunter sabe exatamente o que aconteceu com o candidato que está entrevistando", diz Cristina.
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Quanto à reação dos outros, sempre tem o pessoal da turma da intriga e que sente prazer em fazer comentários do tipo: "mas, se você era tão bom, por que não continuou na empresa?". Para eles, Cristina aconselha dar uma resposta evasiva como: "eu não era o profissional apropriado para aquele momento". Só não entre no jogo de ficar se justificando ou rebatendo o que foi dito, porque isso não leva a lugar algum. Só serve para deixá-lo irritado. "E depois, gente assim geralmente não pode ajudá-lo no processo de transição de carreira. Então, não tem importância mesmo", diz Cristina. É sempre bom lembrar que, nessas horas, há muitas empresas que bancam programas de recolocação para seus executivos. Por isso, é muito conveniente negociar um programa desses já na contratação. Não, não se trata de fatalismo. É que, para ser demitido, basta estar empregado.
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Por Márcia Rocha, http://www.vocesa.com.br/

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